Jon Jones cita foco nos meio-pesados e responde ‘clone’ de Anderson Silva

Uma das principais estrelas do UFC na atualidade e apontado como um dos maiores de todos os tempos, Jon Jones passou por momentos conturbados nos últimos anos em relação aos testes positivos da USADA (Agência de Antidoping dos EUA). Por conta dos problemas, de 2014 até 2017, “Bones” conseguiu realizar apenas uma luta por ano.



Em dezembro passado, Jones retornou ao octógono em uma revanche contra Alexander Gustafsson, reconquistou o cinturão dos meio-pesados e, em março, três meses depois, já estava defendendo o título contra Anthony Smith. No próximo dia 6, na luta principal do UFC 239, o norte-americano vai para mais uma defesa de cinturão, agora contra o brasileiro Thiago Marreta, no UFC 239. A última vez que o atual campeão lutou tanto assim foi em 2011, quando realizou quatro lutas entre fevereiro e dezembro.



Em entrevista coletiva na última segunda-feira (24), “Bones” disse que está retribuindo o carinho dos fãs que ficaram ao seu lado e que se sente bem física e mentalmente: – Eu tenho muitos apoiadores que ficaram comigo (no período em que cumpri suspensão por doping), mesmo com minha inatividade. Esta é a minha maneira de agradecer aos meus fãs por estarem lá e por seu apoio inabalável. Não é nada difícil (lutar três vezes em menos de oito meses). Fisicamente, me sinto ótimo. Meu peso já está baixo. Mentalmente, me sinto muito bem também. Eu me sinto da forma quando eu era super jovem. A única diferença é que estou um pouco mais maduro, um pouco mais seguro com a minha equipe e comigo mesmo. Estou em um bom lugar e animado – apontou.



A única derrota que carrega em seu cartel é para Matt Hamill, em 2009, quando foi desclassificado por um golpe ilegal. Ao todo, o lutador registra ainda 24 vitórias e um “No Contest”. O campeão disse que pretende seguir por mais alguns anos na divisão até 93kg e se manter invicto, diante de novos desafios que a categoria apresenta. Sobre uma ida para o peso pesado, Jones disse que é o processo natural, mas que não quer apressar nada.



– Manter a invencibilidade é um objetivo meu. Continuar dominando os caras mais durões do mundo. Fazendo isso contra os Thiago Marreta, Luke Rockhold, Chris Weidman e os Johnny Walker’s do mundo. Essa é uma tarefa enorme. Se eu puder fazer isso, será extraordinário. Acho incrível virar campeão (peso-pesado), mas também sei que tenho tempo para isso. Tenho 31 anos. Sou um dos caras mais jovens da divisão e não sinto necessidade de apressar isso. Quando for a hora certa, vou tentar no peso pesado também. Acho que a maneira mais rápida de acontecer é que o UFC me chame e diga: ‘Ei, Jon, queremos cuidar de você para derrubar alguns caras maiores’ – projetou.



Provocações e desafio para Adesanya



Atual campeão interino dos médios, Israel Adesanya vem disparando algumas provocações contra Jones, que também vem rebatendo. O nigeriano fez uma luta memorável contra Anderson Silva no começo deste ano e, em seguida, repetiu a dose contra Kelvin Gastelum. Fãs, nas redes sociais, costumam a comparar o jogo de Adesanya com o de Jon Jones, mas o campeão dos meio-pesados não concorda e lançou um desafio.



– Cara, eu não sei se é porque falam que somos parecidos. Eu não acho que somos parecidos. Eu acho que sou um cara muito melhor para ser honesto. Ele é um cara empolgante e as pessoas querem nos ver lutando. Eu estou aqui, se ele quiser fazer (a luta acontecer). Estou aqui na divisão dos meio-pesados ​​sentado no topo da categoria. Se ele quiser, sabe onde me encontrar – disparou Jones. Vale frisar que Adesanya tem luta marcada com Robert Whittaker em outubro, para unificar os títulos dos médios do UFC.



Luta com Gustafsson no Hall da Fama



Se a última luta entre Jones e Gustafsson não empolgou tanto os fãs, o primeiro combate ficou na história do MMA. Em 2013, os dois se encontraram no UFC 165 em uma batalha que é cotada para entrar no Hall da Fama do Ultimate. “Bones”, que venceu o duelo por decisão unânime, acha justo que o embate seja imortalizado pela organização.



– Eu acho que a luta de Gustafsson poderia ser Hall da Fama, com certeza. Foi extremamente divertido. Nós dois acabamos no hospital. Muitas pessoas até hoje acham que ele ganhou. Isso é o que faz uma luta tão boa. Estou honrado por ter participado. Mas eu não estou ansioso para ter lutas como essa. Eu gosto de sair das lutas me sentindo bem sobre o meu rosto, sobre o meu cérebro e coisas assim, então, eu não me esforço para ter esse tipo de guerra, mas eu sou grato por essa luta – concluiu o campeão do UFC.

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