Sérgio Nonato fala sobre crise no Cruzeiro e admite falhas da diretoria

Um dos pivôs da atual crise institucional do Cruzeiro, o diretor geral do clube, Sérgio Nonato, quebrou o silêncio desde que as denúncias de irregularidades financeiras foram expostas em reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, no dia 26 de maio.



Nonato falou nesta sexta-feira, dia 28 de junho, à Rádio Itatiaia e se defendeu das denúncias de irregularidades. O diretor negou estar envolvido nos esquemas que estão sendo investigados pelo Ministério Público, Polícias Civil e Federal.



– Tem que ser investigado mesmo. Não tenho nada a ver com isso. Tem que investigar e que os culpados paguem por isso (…) Eu, vou responder pelo Sérgio Nonato, eu tenho apoio incondicional a todas as investigações, porque a minha vida é limpa. E quem, gente, se apurar, e tiver alguma irregularidade, que aquela pessoa pague. O Cruzeiro não vai, não vai deixar passar em branco. Isso aí toda diretoria. Tem que ser apurado mesmo. E a nossa Polícia Civil, nossa Polícia Federal, nosso Ministério, sabe trabalhar muito bem e trabalho investigativo da Polícia Civil, nossa polícia é a melhor do Brasil- disse.

Sérgio Nonato voltou a se isentar de irregularidades, optando por um discurso defensivo, criticando inclusive os meios de comunicação.



– Eu não tenho nada a ver com isso. Agora, nós estamos voltando à Idade Média. Eles estão crucificando e tocando fogo nas pessoas em praça pública. Né? Tem que ter direito de defesa, tem que mostrar. E como falei: se alguém tiver alguma coisa com isso, foi instaurada a sindicância, a sindicância vai mostrar. Eles estão trabalhando. Todos os documentos que pediram estão lá. O presidente vai contratar, nós temos eleição do Conselho Fiscal, vai contratar uma assessoria para auditar tudo. Isso já está certo. Realmente, todo mundo tem direito de defesa. A mídia é muito rápida com isso, né? Eles crucificam e tocam fogo nas pessoas no meio da praça pública.



Outro ponto falado por Sérgio Nonato na entrevista foi sobre o alto salário que recebe no Cruzeiro, gerando controvérsia interna entre os benefícios que o diretor possui e sua entrega para o time celeste. Entretanto, se justificou como algo pensado pelo presidente Wagner Pires de Sá para valorizar seus executivos.



O diretor geral teria um contrato de R$ 60 mil por mês, mais comissões por patrocínios fechados e ainda luvas de R$ 300 mil pagos em maio de 2018, além de um aumento salarial para R$ 75 mil, o que daria um bruto mensal de R$ 125 mil mensais.



– Isso aí o nosso presidente já explicou, ele falou que o futebol corre muito dinheiro e os executivos dele, ele queria que ganhassem bem. Nunca recebi uma comissão. Eu tenho direito no meu contrato, eu tive no contrato comissão no meu contrato e nunca recebi uma comissão no Cruzeiro-disse.



Culpa da oposição



Contrariando a opinião do vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, sobre não ter visto problemas em colocar o menino Estevão Willian, de 12 anos, como garantia do empréstimo de R$ 2 milhões, feito com o empresário Cristiano Richard, em março de 2018, Sérgio Nonato diz que o clube errou neste caso em especial.



– O Cruzeiro admite que errou e o Cruzeiro já consertou o erro. Admite sim, não deveria ter colocado ali. Apesar de que, eu não faço parte do futebol, faço parte da administração, mas o Cruzeiro admite que errou-disse, para em seguida sugerir que toda a crise na Raposa tem um viés político, causado pela oposição dentro do clube.



– Tudo isso é por causa da oposição. A oposição que nós temos hoje não aceita o resultado das urnas, né? Mas, sou democrático, acho justo a oposição, tem que ter, é saudável. Não está sendo saudável nesse momento-concluiu.

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